Convidado para falar a estudantes em todo o Brasil, o geólogo e professor Nahor Neves de Souza Júnior participou no último final de semana de um encontro com universitários paranaenses para discutir temas relacionados aos desafios do cristão no ambiente acadêmico. O encontro ocorreu na igreja do Juvevê, em Curitiba e reuniu interessados de diversas localidades.O professor prefere definir a discussão como ciência e Bíblia, e não ciência e religião. Para ele, não se trata apenas do aspecto religioso, mas daquilo que o livro cristão traz em relação à formação do mundo e ao relato da criação humana. Em sua exposição, Souza apresentou parábolas para ilustrar que não é possível que o universo e a vida tenham existido por acaso e evoluído ao longo dos séculos.
Na verdade, ele acredita que quando a discussão se volta ao evolucionismo, há muito mais filosofia neste discurso do que propriamente ciência, e que seus defensores o promovem com inteligência, levando assim outros a adotarem o mesmo posicionamento. "Quando o ser humano não quer acreditar nas evidências, ele tem o direito de não acreditar", complementa ao apontar que mesmo diante dos mais lógicos argumentos, muitos decidem não aceitá-los. Para ele, o cientista deveria ser a pessoa mais temente a Deus, pois este sabe que nada se forma a partir do nada, além de estudar temas complexos como a própria natureza, o que sugere a existência de um criador.
Alicerce
De um dos bancos do auditório, Benedito Tavares ouvia atento as palavras do geólogo e concordava com cada ponto apresentado por ele. Apesar de não ser universitário, Tavares acompanhou de perto o dilema das filhas que foram para a universidade e tiveram que lidar com a descrença e à forte promoção do evolucionismo. "Muitos desses jovens tem aulas com professores ateus e pela falta de fé e embasamento bíblico, são presas fáceis de suas teorias. Essa discussão é importante para o estudante e deve estimulá-los a defender conscientemente aquilo que acreditam", aponta o aposentado, de 56 anos, que no próximo ano pretende iniciar o curso de Comércio Exterior e realizar assim um sonho.
Por onde passa, Neves também procura debater o tema em universidades públicas, buscando mostrar que o criacionismo e a visão bíblica também devem ter lugar em ambientes seculares e podem ser discutidas no mesmo local. "Os pais da ciência moderna também eram estudiosos da Bíblia e dialogavam com os dois temas", refere-se a personalidades como Gregor Mendel e Louis Pasteur. O professor ainda destaca que o jovem cristão precisa buscar cada vez mais conhecimento para defender sua fé, e estudar também temas que envolvam ciências naturais e assuntos que envolvam cultura geral.Nahor Neves é graduado em Geologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), mestre em Geotecnia pela Universidade de São Paulo (USP) e doutor em Engenharia pela mesma universidade. Foi professor e pesquisador da USP e Unesp durante 13 anos e é autor do livro "Uma Breve História da Terra". Atualmente é professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Engenheiro Coelho, e diretor da Sub-Sede Brasileira do Geoscience Research Institute - LLU/Califórnia.
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