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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pai de pastor adventista se decide pelo batismo


EM GUARAPUAVA, MAIS PESSOAS SE DECIDEM POR UMA VIDA DE COMUNHÃO COM DEUS

Quando saiu de Palmital e viajou mais de 150 km até Guarapuava, ambas cidades do interior paranaense, o comerciante Olivio Vieira Carriel não esperava que o dia 11 de agosto se tornaria tão significativo para ele. Mesmo não desejando profundamente, aceitou acompanhar a esposa e ouvir o que o pastor Luís Gonçalves falaria ao público durante a passagem da Caravana da Esperança pelo município.
Em conversa com os mais de 700 presentes, Gonçalves chamou a atenção para o fato de que as pessoas precisam ter uma experiência mais íntima com Deus. Lembrou que o homem nasce pecador, mas pode alcançar o perdão quando é sincero e busca se desviar de todo o mal. "O pecado nos separa de nosso criador", pontuou. E justamente por isso, o pastor reforçou que era necessário que cada pessoa tomasse uma decisão de se reaproximar de Deus.
Mais de 100 pessoas, entre visitantes, interessados e ex-adventistas manifestaram o desejo de se preparar para o batismo. Dentre elas estava também Carriel. Pioneiro e co-fundador do grupo adventista de Arroio Moreira, nos arredores de Palmital, ele havia se desligado da igreja há mais de 15 anos, influenciado pelo trabalho e por amizades.
A família orava há muito para que ele tomasse uma decisão e retornasse à igreja. O pastor Dinei Moreira, seu filho e um dos líderes adventistas na região, já havia percebido que seu pai demonstrava interesse em retornar. "Entre as razões que me levaram a decidir está a intenção de não fazer mais meu filho ficar esperando ansioso por minha entrega.  Fui bastante tocado pelas músicas do Grupo Salus e pelo que ouvi do pastor Luís", ressalta Carriel.
"Sei que está muito perto o advento de Jesus, não há mais tempo para ficar longe. É hora de estar perto, se preparar para recebê-lo, morar com Ele e com toda a minha família", compartilha o comerciante, que será batizado em setembro pelo pastor Dinei.
No interior da floresta
Ao final do programa, o pedreiro Pedro dos Santos, de 42 anos, deixava o auditório apressado. Ele carregava nas mãos uma carta escrita pelo pastor Luís Gonçalves que foi entregue a todos aqueles que se decidiram pelo batismo. Ele, porém, tinha outros planos. Aquela cópia era destinada a um de seus irmãos que não pôde comparecer ao encontro.
Indígena, Pedro pertence à tribo Kaingang. Morador de Guarapuava há 10 anos, ele deixou a floresta para tentar a vida na cidade. Aprendeu a falar o português e tornou-se adventista do sétimo dia. Apesar disso, não abandonou suas origens. A cada sábado ele viaja aproximadamente 55 km para estudar a Bíblia com 18 das 140 famílias que vivem na reserva.
Mokag, como é chamado na língua Jê, tem muitas histórias para contar. Mas em função do tempo e da necessidade de ir para casa, ele compartilhou apenas uma. "Tenho um aparelho portátil e vou de casa em casa mostrar o DVD do pastor Luís Gonçalves", conta. Muitos dos índios não falam o português, por isso, Pedro precisa traduzir o material para a sua língua materna. "É um desafio, mas hoje vejo que Deus me mandou para a cidade para depois voltar para cá e ser usado por Ele."
Apesar de a aceitação por parte dos índios ser mais difícil, considerando ainda que outras denominações religiosas possuem igrejas no território indígena, Mokag continua confiante no trabalho que desenvolve. "Quero aprender mais e mais para poder ensinar a eles", afirma.

Veja mais fotos no link abaixo.

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